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COMO FOI CRIADO O LABRADOODLE?

Um encontro com Wally Conron, o criador do Labradoodle


A origem da história da raça Australian Cobberdog encontramo-la em Wally Conron, um educador canino de cães-guia que necessitava de encontrar uma raça hipoalergénica que pudesse ser treinada para essa tarefa.
Descubra a origem da história do Labradoodle com Wally Conron, o criador do Labradoodle que procurava um cão hipoalergénico e equilibrado.

UM ENCONTRO COM WALLY CONRON

Quando começámos o nosso estudo na Austrália acerca do Australian Cobberdoga pessoa que tínhamos mais interesse em conhecer era Wally Conron, o criador do Labradoodle. Já muito se escreveu sobre ele e queríamos saber em primeira mão a sua opinião sobre esta raça. Para nós, era muito importante conhecer bem a sua história e a sua experiência. Apesar de Wally Conron ser conhecido como o criador do Labradoodle, o seu labor principal foi sempre a de educador de cães-guia. Trabalhou com estes cães durante 25 anos, além de realizar trabalhos com cavalos, cães de terapia em prisões e “remedial dog”, que é como chamam aos cães que realizam visitas aos hospitais. Ele conhece bem a grande capacidade que têm os animais para ajudar as pessoas, por isso também podia explicar-nos o valor que um da raça para realizar esta tarefa.

O primeiro Labradoodle

Wally Conron conta-nos que trabalhava numa associação para cegos com um programa de criação e treino para formar cães-guia. Como a maioria destes programas, consistia primeiro numa selecção de cachorros, um período de socialização e um posterior treino para passar em seguida à ligação ao utilizador. Habitualmente trabalhava com Labradores e Golden Retriever, mas chegou um dia em que recebeu um pedido especial. Tratava-se de uma mulher cega havaiana cujo marido tinha alergia aos cães.

É bem sabido que o pelo encaracolado dos Caniches é hipoalergénico, já que não provoca caspa nem muda; foi por isso que durante 3 anos esteve a trabalhar com 33 caniches de tamanho grande, tentando encontrar um que fosse apto para este trabalho. No entanto, não conseguiu. Nenhum caniche mostrava as aptidões necessárias para converter-se em cão-guia e como o tempo ia passando e o seu chefe começava a pressioná-lo, tomou uma decisão sem precedentes: cruzar uma das suas Labradoras com um Caniche esperando que o resultado pudesse satisfazer o singular pedido da mulher havaiana. “E assim o fiz”, diz-nos Wally com um amplo sorriso. Realizaram-se as provas pertinentes e dos 3 cachorros que nasceram dessa ninhada, um deles era completamente hipoalergénico e tinha as aptidões necessárias para converter-se num cão-guia.
Descubra a origem da história do Labradoodle com Wally Conron, o criador do Labradoodle que procurava um cão hipoalergénico e equilibrado.

O desenvolvimento da raça Labradoodle

Apesar de ter dado com um cruzamento perfeito para levar a cabo o seu trabalho como cão-guia e não provocar alergia, Wally Conron deparou-se com um problema que não esperava: embora houvesse uma lista de espera de 6 meses, as pessoas não queriam um cão que não fosse de raça pura. Os cachorros estavam a crescer e não encontrava lares de socialização que acolhessem os cachorros de Labradoodle. Ninguém. Vendo a necessidade de mudar a perceção destes cachorros entre a população, decidiu chamar os meios de comunicação e anunciar-lhes que tinha criado uma nova raça concebida para os trabalhos de assistência e terapia. A notícia viralizou-se e em apenas 24 horas já tinha centenas de chamadas de pessoas a desejar ter um desses maravilhosos cães. “Não queriam um cruzamento, queriam um Labradoodle”, disse-nos Wally algo aborrecido.

Descubra a origem da história do Labradoodle com Wally Conron, o criador do Labradoodle que procurava um cão hipoalergénico e equilibrado.

E assim foi como tudo começou. Tinha a combinação perfeita para criar bons cães-guia e famílias desejando socializá-los, pelo que decidiu desenvolver o programa de criação do Labradoodle. No entanto, outro problema ainda maior estava por chegar. Para continuar a criar o Labradoodle e poder estabelecê-lo como raça necessitava de sementais de Caniche para ir realizando as montas, e quando pediu assessoramento ao Kennel Club deparou-se com um muro. Os criadores de raça pura opunham-se frontalmente ao seu programa de criação do que então ainda era um cão mestiço e asseguravam-lhe que se tomava algum exemplar para efetuar montas, o Kennel Club tiraria-o do registo e impedi-lo-ia de apresentar-se a mais exposições e campeonatos. Por sorte, Wally encontrou o apoio em alguns criadores que lhe ofereceram os seus sementais enquanto o Kennel Club não desse por nada; e o critério pelo qual escolheu esses sementais foi o seu bom temperamento e o reconhecimento de estar livre de problemas hereditários.


Desta forma, foi tendo as suas ninhadas de Labradoodle e foi selecionando entre elas cães estupendos que conseguiram converter-se em grandes cães de assistência. Com tom descontraído, ri-se enquanto nos conta que quando chegou a cruzar Labradoodle com Labradoodle chamou-lhe Doubledoodle. E à seguinte geração chamou-lhe Tripledoodle. No entanto, desde que começou com este programa, Wally Conron tem sido ameaçado, processado e inclusivamente agredido por criadores de raça pura que o acusavam de estar a perverter o seu trabalho. Sem dúvida uma reação de medo por parte dos criadores perante a atenção internacional que Wally Conron tinha conseguido em torno do Labradoodle. Foi por isso que finalmente se deu por vencido, cansado de lutar continuamente contra muitos dos que formavam parte do mundo do cão na Austrália e retirou-se sem chegar a registar a raça no Kennel Club. No entanto, a base já se tinha estabelecido e apesar de Wally Conron ter terminado o seu programa de criação do Labradoodle, foram muitos os criadores que continuaram a desenvolver a raça até hoje.

A OPINIÃO DE WALLY CONRON SOBRE O LABRADOODLE

Segundo as suas próprias palavras, os Labradoodles que criou eram brilhantes, nunca teve problemas de temperamento com nenhum deles, eram muito inteligentes e facilmente treináveis. E isto era assim porque se esmerava muito selecionando muito cuidadosamente os pais dos seus cachorros. O problema com os Labradoodle foi o seu êxito. O Labradoodle tornou-se muito popular e os canis de criação começaram a criá-la sem nenhum tipo de critério. Punham simplesmente dois cães juntos sem estudarem os possíveis problemas hereditários de saúde ou comportamento, nem fazerem as provas para saberem se eram hipoalergénicos. Foi assim como pouco a pouco se desvirtuou o conceito "Labradoodle" e se criou uma perceção dela como cães demasiado nervosos que demoravam muito a aprender as ordens e não serviam como cães de assistência. Sendo testemunha disto, por vezes ainda se arrepende de ter iniciado esta febre, já que também deu azo a que se começassem a realizar cruzamentos de outras raças que não tinham qualquer sentido. Para ele, o cruzamento entre um Labrador e um Caniche tinha sentido na medida em que conseguia bons cães de assistência que não provocavam alergia. Numa altura em que isto se descuidava, o Labradoodle não tinha razão de ser. Por sorte, depois de Wally Conron se retirar, houve outros criadores, como Mellodie Woolley, que decidiram seguir este critério e conseguiram grandes resultados e fazendo do Australian Cobberdog a raça que o Labradoodle deveria ter sido.

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